Mulheres de diversas entidades sindicais, movimentos sociais, organizações da sociedade civil e partidos de esquerda realizaram, na noite da última

Mulheres de diversas entidades sindicais, movimentos sociais, organizações da sociedade civil e partidos de esquerda realizaram, na noite da última quarta-feira (28), a primeira reunião de organização do 8 de Março de 2026. O encontro aconteceu na sede da Força Sindical Bahia, no bairro de Nazaré, em Salvador, e marcou o início da construção coletiva das estratégias, ações políticas, estrutura e comunicação do Março Mulher, com foco no fortalecimento da luta das mulheres trabalhadoras em defesa da vida, diante do atual quadro alarmante de feminicídio em todo o país.
A reunião ocorreu de forma híbrida, com participação presencial e online, e debateu pontos centrais da mobilização, como local, horário, infraestrutura do ato, estratégias de comunicação e a divisão das tarefas em comissões. Ao final, ficou agendada uma nova reunião para o dia 4 de fevereiro, às 18h, na Faculdade de Economia da UFBA, no bairro da Piedade, quando serão definidas as principais diretrizes e será “batido o martelo” sobre as informações centrais da atividade.

Lili Oliveira, da Marcha Mundial de Mulheres, destacou que a construção do 8 de Março de 2026 precisa ser fruto de uma articulação ampla, coletiva e nacional. “A força do 8M está na unidade das mulheres, na organização de base e no planejamento político que conecta os territórios, os movimentos e o mundo do trabalho, porque só juntas conseguimos enfrentar um sistema que explora, oprime e mata”.
Já Sandra Muñoz, coordenadora do Levante Feminista Bahia, fez uma análise contundente do cenário atual, denunciando o avanço do feminicídio e convocando as mulheres à ação. “Vivemos uma escalada de violência que exige enfrentamento direto, organização permanente e presença nas ruas; lutar contra o feminicídio é lutar pelo direito das mulheres existirem, trabalharem e viverem sem medo”, reforçando que o 8 de Março deve ser um grito coletivo em defesa da vida das mulheres.
Maria do Amparo, da Secretaria Estadual de Mulheres da Força Sindical Bahia, chamou a atenção para o crescimento dos casos de feminicídio contra mulheres acima de 50 anos e solicitou que o tema seja pautado na marcha do 8 de Março.
Segundo a sindicalista, há um problema grave envolvendo homens jovens que se aproximam, seduzem e assassinam mulheres mais velhas. “Peço a vocês para que a gente aborde no 8 de Março essa questão, que as mulheres idosas também estão sendo mortas.” A Força Sindical foi representada durante a reunião pela dirigente nacional, Kizzy Adriana.

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