
AACES. promove manhã de integração e lazer para mulheres da categoria e reafirma a luta por uma vida para além do trabalho
Na manhã deste sábado, a Associação dos Agentes Comunitários e de Combate às Endemias de Salvador (AACES.) realizou uma atividade especial voltada para as mulheres da direção e da base da entidade. O encontro, marcado por momentos de lazer, confraternização e fortalecimento dos laços de solidariedade, teve como destaque um animado torneio de baleado, reunindo trabalhadoras em um ambiente de alegria, acolhimento e integração.
A iniciativa reforça uma compreensão histórica do movimento sindical: a luta da classe trabalhadora não se limita às reivindicações salariais e às condições de trabalho. Ela também passa pela defesa do direito ao descanso, ao lazer, à convivência e à qualidade de vida. Um princípio que remete à histórica bandeira dos trabalhadores de todo o mundo: 8 horas para o trabalho, 8 horas para o descanso e 8 horas para o lazer e a vida em comunidade.

Para a dirigente da AACES.e idealizadora da ação, Valdilene Santos, promover momentos como esse é parte da missão da entidade.
“Nós, mulheres, carregamos múltiplas jornadas. Além do trabalho, muitas vezes somos responsáveis pelos cuidados com a casa, com os filhos e com a família. Por isso, criar espaços de lazer, acolhimento e convivência é também uma forma de cuidar da nossa saúde física e emocional. A luta sindical precisa olhar para a trabalhadora de forma integral, valorizando não apenas sua força de trabalho, mas sua vida, seus sonhos e seu direito à felicidade”, destacou.
O evento contou ainda com a presença de dirigentes sindicais e representantes de entidades parceiras, que prestigiaram a atividade e reforçaram a importância de um sindicalismo comprometido com todas as dimensões da vida da classe trabalhadora.
Representando a Força Sindical Bahia e também na condição de secretário-geral do SINTRAMMOVS (Sindicato dos trabalhadores da movimentação de mercadorias em geral e logística – região metropolitana de Salvador), Marcos Vinicius ressaltou o significado político da iniciativa.
“Quando um sindicato organiza um momento como esse, está reafirmando que sua atuação vai muito além das negociações e campanhas salariais. Estamos falando da construção de uma sociedade mais humana, onde as trabalhadoras tenham direito ao tempo livre, ao esporte, ao lazer e à convivência. Defender esses espaços também é fazer luta sindical.”

O dirigente do SINTEPAV-Bahia (Sindicato dos trabalhadores e trabalhadoras da construção pesada e montagem industrial), Paulo Leite, destacou a importância da unidade entre as categorias e da valorização das mulheres trabalhadoras.
“É muito importante ver a AACES. promovendo uma atividade que fortalece a integração e o protagonismo das mulheres. O movimento sindical precisa estar presente em todas as pautas que impactam a vida da classe trabalhadora, e a valorização das mulheres é uma delas. Cuidar das pessoas também é uma forma de fazer sindicalismo.”
Já a assessora técnica e política da Força Sindical Bahia, Flora Lassance, enfatizou a necessidade de ampliar o debate sobre o direito ao lazer, especialmente para as mulheres.
“As mulheres enfrentam uma sobrecarga histórica de responsabilidades. Muitas vezes, o tempo livre é o primeiro direito que lhes é retirado. Por isso, iniciativas como esta têm um valor simbólico e político muito grande. Elas nos lembram que a luta sindical também deve garantir condições para que as trabalhadoras vivam plenamente, tenham saúde, cultura, esporte e momentos de convivência.”
Entre partidas disputadas com entusiasmo, sorrisos e muita animação, o baleado cumpriu seu principal objetivo: aproximar companheiras, fortalecer vínculos e reafirmar que a construção de uma categoria forte também passa pelo cuidado coletivo e pela valorização da vida.
A atividade demonstra que a AACES. segue comprometida com um sindicalismo amplo, que luta por direitos, valorização profissional, melhores condições de trabalho, igualdade de gênero e pela garantia de que cada trabalhador e trabalhadora tenha acesso não apenas ao emprego digno, mas também ao descanso, ao lazer e à participação plena na vida social.
Porque a luta sindical é por salário, por direitos e por reconhecimento, mas também por uma vida que valha a pena ser vivida. E essa luta é de todas e todos.

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