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28 de Janeiro: Combater o Trabalho Escravo é Defender a Vida e a Dignidade Humana

O dia 28 de janeiro marca duas datas de extrema relevância para a luta social e trabalhista no Brasil: o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo

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O dia 28 de janeiro marca duas datas de extrema relevância para a luta social e trabalhista no Brasil: o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo e o Dia Nacional do Auditor Fiscal do Trabalho. Mais do que uma lembrança simbólica, trata-se de um chamado à responsabilidade coletiva diante de uma das mais graves violações de direitos humanos ainda existentes em nosso país.

O trabalho escravo contemporâneo, incluindo as formas análogas à escravidão, segue presente em diversos setores da economia, atingindo principalmente trabalhadores e trabalhadoras em situação de vulnerabilidade social. São pessoas privadas de direitos básicos, submetidas a jornadas exaustivas, condições degradantes, servidão por dívida e restrição de liberdade. Combater essa realidade é uma obrigação ética, social e política.

A Força Sindical Bahia reafirma seu compromisso histórico e inegociável com a erradicação do trabalho escravo no estado. Esse compromisso se materializa por meio da nossa participação ativa na Comissão Estadual para Erradicação do Trabalho Escravo da Bahia (COETRAE-BA), um espaço estratégico de articulação e construção coletiva.

A COETRAE-BA reúne 38 instituições, entre órgãos governamentais, sistema de justiça, auditores fiscais do trabalho, entidades da sociedade civil e movimentos sindicais. Essa atuação integrada é fundamental para fortalecer políticas públicas de prevenção, fiscalização, resgate das vítimas e garantia de acolhimento e reinserção social dos trabalhadores e trabalhadoras.

A presença do movimento sindical nesse espaço reafirma que a luta contra o trabalho escravo não se faz apenas com fiscalização, mas também com organização, conscientização e defesa permanente do trabalho decente. O sindicato é, muitas vezes, a porta de entrada para a denúncia, a escuta e a proteção daqueles que sofrem com a exploração extrema.

Neste 28 de janeiro, também é fundamental reconhecer e valorizar o papel dos Auditores Fiscais do Trabalho, profissionais que atuam na linha de frente do enfrentamento ao trabalho escravo, muitas vezes em condições adversas, garantindo que a lei seja cumprida e que vidas sejam salvas.

Erradicar o trabalho escravo é defender a vida, a dignidade humana e a justiça social. É afirmar que nenhuma forma de exploração é aceitável. A Força Sindical Bahia seguirá firme nessa luta, fortalecendo o diálogo, a ação conjunta e o compromisso com um mundo do trabalho mais justo, humano e livre de qualquer forma de opressão.

Kizzy Adriana- Dirigente Nacional da Força Sindical Bahia e representante da Central na Comissão Estadual para Erradicação do Trabalho Escravo da Bahia – COETRAE-BA

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